poema de gaveta I
num caleidoscópio de vícios
tuas palavras caem
alegres bombas
fragmentos de sentido
estridulando teus ecos
feito melancolia dissonante
quimera sorridente
basta fechar os olhos
as orações tilintam e
impassíveis
caem feito chuva
nos cacos de espellhos baços
enfeitando nuvens de incendio
teus olhos refulgem no vitríolo
ícones despedaçados
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